Por Redação Uol
De volta ao mundo da música dois anos após a polêmica briga com seu irmão e empresário de sua antiga banda, o Ira!, Nasi acaba de lançar o segundo trabalho de sua carreira solo, "Vivo Na Cena", captado ao vivo no estúdio NaCena, em São Paulo. O registro foi gravado e mixado pelo produtor e engenheiro de som norte-americano Roy Cicala, que já trabalhou com nomes como Elvis Presley, Madonna, Frank Sinatra e John Lennon.
Com 17 faixas em DVD e 14 em CD, "Vivo Na Cena" é um panorama não apenas da carreira de quase 30 anos de Nasi, mas também de seu gosto pessoal e suas influências. Naturalmente, o trabalho conta com faixas do Ira!, como "Milhas e Milhas" e "Tarde Vazia", mas também traz material de sua banda pós punk dos anos 80, o Voluntários da Pátria, além de interpretações de músicas de Zé Rodrix, Raul Seixas, João Bosco e até mesmo canções de grupos mais recentes, como os pernambucanos Eddie e River Raid.
Entre as participações especiais estão os vocalistas Marcelo Nova e Vanessa Krongold, do Ludov, e músicos como o percussionista Dinho Nascimento, o produtor Apollo Nove e o guitarrista Miguel Barella --que foi integrante do Voluntários da Pátria ao lado de Nasi nos anos 80.
"Vivo Na Cena" ainda sairá em vinil e ganhará uma edição em CD e DVD com material extra no segundo semestre. O pacote especial terá uma faixa bônus, os clipes do disco "Onde Os Anjos Não Ousam Pisar", de 2006, o making of de suas gravações e um vídeo de um show do Voluntários da Pátria em 1983.
Em entrevista ao UOL, Nasi falou sobre o novo trabalho, lembrou dos tempos de Voluntários da Pátria e comentou sobre a ideia de lançar um disco de dueto com a cantora Vanessa Krongold, do Ludov, que nunca aconteceu.
UOL Música - Qual é a importância desse novo trabalho na sua carreira e o que ele representa pra você?
Nasi - É importante por ter a expectativa, não só minha, mas de todos os membros do Ira! sobre como serão os próximos trabalhos. Eu já tinha uma carreira solo, só que ela era dedicada ao blues. Agora não existe mais essa necessidade de me dividir em estilos. Queria mostrar ao mercado que o Nasi sem o Ira! continua rock'n'roll. Esse disco mostra um panorama da minha carreira. Vou no passado, resgato o Voluntários da Pátria, passo pelos Picassos Falsos, pela cena pós punk, que eu freqüentava e também pego coisas do Ira! que eu achei que poderia acrescentar, como "Cidade Vazia". Quem gostava do rock'n'roll do Ira! não vai se decepcionar com meu trabalho.Os shows devem começar no final de Junho.
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