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ACESSÓRIOS - OS MELHORES AMIGOS DA SUA LOJA

01/01/2014

 

ACESSÓRIOS - OS MELHORES AMIGOS DA SUA LOJA

Por que os acessórios estão sempre no topo nos gráficos de vendas?

    Graças a uma combinação entre comportamento do consumidor e inovação do produto, mercadorias pequenas têm um desempenho excelente de vendas nos bons e maus momentos do mercado. Se soubessem disso, talvez os lojistas ficariam mais preparados dando para os acessórios uma ênfase e importância maiores.
    Desde o pior momento da recessão, em junho de 2009, a indústria retomou confiança e as vendas recuperaram um pouco do terreno. Porém, as vendas ainda estão baixas comparadas com os períodos anteriores e poucos consideram a recuperação como completa. O único foco de luz num segmento extremamente competitivo tem sido o mercado dos acessórios. A categoria das coisas pequenas, que inclui encordoamentos, cabos, cases, suportes, baquetas e palhetas não caiu tanto durante a recessão. Além disso, os acessórios tiveram uma recuperação bem mais rápida a respeito aos instrumentos, das 55 categorias monitoradas pela The Music Trades no último censo, os acessórios são os únicos produtos que atingiram os níveis de venda da pré-recessão. A resiliência da categoria dos acessórios é bem conhecida pelos lojistas, que sabem que clientes amarrados ao próprio dinheiro, podem relutar na hora de comprar um novo instrumento, mas ainda assim, comprarão encordoamentos, baquetas ou peles. Mesmo com a queda nas vendas dos instrumentos de ticket médio, o número de novos músicos continuou a aumentar, gerando vendas para novos produtos.
    Estée Lauder, o gigante dos cosméticos, produziu uma pesquisa mostrando que as reviravoltas da economia são importantes e provocam benefícios ao mercado dos acessórios. No artigo ¨O efeito do Batom¨, a empresa montou um caso onde mulheres que não podem comprar roupas novas, gastam mais em maquiagem. A trajetória de vendas dos acessórios sugere que um caminho parecido está sendo construído no segmento dos produtos musicais.
    No entanto, o que parece ser menos conhecido é que os acessórios na música tem um excelente desempenho quando se trata de gerar lucro para o varejo. Em resumo as ¨coisas pequenas¨ foram responsáveis por U$ 1 bilhão em entradas para os lojistas em 2012, ou seja, quase 15% do valor total da indústria. Se levarmos em consideração a margem bruta ou o retorno sobre o investimento, a contribuição dos acessórios foi ainda maior. Estimamos que os acessórios sejam responsáveis por mais de 20% da margem bruta dos lojistas e tendo em vista a grande rotatividade que os produtos têm, o percentual é ainda maior em termos de fluxo de caixa.
    As decisões de inventário nas grandes redes, Wal Mart e Target, por exemplo, são conduzidas por um processo analítico. Coisas com rotatividade rápida e com uma margem boa, ganham mais espaço dentro dos estabelecimentos, e mercadorias com desempenho inferior ou abaixo do esperado, encontram-se escondidas nas lojas. Esse processo estava bem em voga alguns anos atrás quando os comerciantes de massa estavam em unissonância e bruscamente reduziram a própria seleção e compras de instrumentos musicais. Comerciantes de instrumentos musicais, de todos os tamanhos, podem se beneficiar muito submetendo o próprio negocio a uma analise parecida. As coisas pequenas dificilmente terão o poder chamativo de uma guitarra último modelo, ou a última inovação tecnológica, mas têm a garantia da rotatividade numa margem que pode ser considerada decente. Melhor ainda, dificilmente se tornará obsoleto, então, é um bom negócio tanto quanto dinheiro no banco.
    Um pouco abaixo de $ 1 bilhão, as vendas de encordoamentos, cabos, baquetas, peles, capas e centenas de outros produtos pequenos, representaram 14.9% do faturamento total da indústria em 2012. Além disso, foram responsáveis por 19.1% do lucro bruto do varejo, levando em consideração os dados fornecidos numa pesquisa com cerca 241 mil lojistas.
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